Uma empresa que apresenta resultados negativos está em uma situação delicada. No entanto, o que muitos empresários não sabem é que um saldo positivo, em determinado momento, pode mascarar um problema. Para evitar esse engano, o empreendedor pode usar 2 ferramentas simples: o fluxo de caixa e o DRE.

Manter um acompanhamento rigoroso sobre os processos financeiros de um negócio é uma tarefa fácil atualmente, pois existem soluções tecnológicas desenvolvidas especialmente para esse tipo de questão empresarial.

Contudo, apesar dessa facilidade, muitas empresas enfrentam dificuldades ao analisar seus números, não entendendo o porquê dos prejuízos. Por esse motivo, este post pretende ajudá-lo a entender como o fluxo de caixa e o DRE podem revelar a situação da sua empresa. Boa leitura!

Fluxo de caixa e DRE: entendendo os números da empresa

O fluxo de caixa é uma ferramenta contábil simples, usada, inclusive, no orçamento familiar. Trata-se de constante subtração dos gastos sobre os valores ganhos com o objetivo de verificar a capacidade da empresa de honrar seus compromissos e gerar receita.

Com o fluxo de caixa, é possível planejar melhor os gastos, pois o empresário mapeou os custos previstos para o negócio, além de saber quais os ativos que a empresa receberá (por exemplo: o recebimento de vendas feitas a prazo).

Além disso, o negócio ganha segurança financeira ao ter um fluxo de caixa detalhado, pois os gastos são identificados, de modo que possíveis desperdícios sejam encontrados.

Outro ponto importante é a segurança na tomada de decisões, afinal, os líderes podem se basear no fluxo de caixa para saberem os riscos relacionados a novos investimentos, como compra de equipamentos.

No entanto, existe um estudo contábil mais detalhado, que usa as informações do fluxo de caixa como base: o Demonstrativo de Resultados (DRE).

DRE: ferramenta para melhorar os resultados da empresa

Vamos entender como calcular o DRE com um exemplo. Suponhamos que a empresa X apresentou o valor de R$ 100 mil como faturamento.

O 1º passo é subtrair desse valor todos os impostos relacionados à empresa e que precisarão ser pagos. Nesse exemplo, o valor é R$ 5 mil. A empresa X tem, então, R$ 95 mil de lucro bruto.

O próximo passo é descontar do lucro bruto o valor das despesas variáveis. Despesas variáveis são aquelas que se alteram de acordo com os resultados do negócio. Os gastos com fornecedores são um exemplo.

No caso da empresa X esse ônus foi de R$ 40 mil. Ou seja, essa empresa tem R$ 55 mil de lucro operacional. Se esse resultado for negativo, significa que a empresa está, literalmente, pagando para trabalhar.

Chegou a hora de descontar o valor das despesas fixas, aquelas que não dependem do desempenho da empresa — como aluguel, internet, energia elétrica etc.

Nesse caso, o valor é de R$ 20 mil. Chegamos ao valor de R$ 35 mil.

Agora é a hora de descontar os gastos com pessoas, incluindo o pró-labore dos sócios. O resultado final é o Lucro Líquido do Período (LLP).

Fluxo de Caixa e DRE: revelando a liquidez do negócio

Liquidez é a capacidade de transformar ativos em capital. Quando mais fácil essa tarefa, mais liquidez um ativo possui. Vender o imóvel sede da empresa é uma tarefa com baixa liquidez, por exemplo, porque pode demorar meses.

Quando empresário usa o fluxo de caixa e o DRE para saber a situação financeira da empresa, ele descobre a capacidade do negócio de pagar suas contas — algo que está diretamente ligado à capacidade de investimento e que pode definir o crescimento do empreendimento.

Por isso, não deixe de fazer um bom fluxo de caixa e DRE. Lembre-se que muitos softwares fazem esse trabalho de forma automática e segura.

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