Com o avanço da tecnologia, a maneira de fazer negócio tem sofrido diversas mudanças. Atualmente, as estratégias de marketing digital buscam desenvolver campanhas de forma segmentada, e por isso, quanto mais detalhes obter do público-alvo, melhor.

No entanto, devido aos inúmeros casos de vazamento de dados e o uso inadequado dessas informações sem o consentimento do cliente é que foi sancionada, em agosto de 2018, a nova Lei de Proteção de Dados (LGPD), que entra em vigor em fevereiro de 2020.

Essa lei teve como referência a legislação europeia, a General Data Protection (GDPR), que entrou em vigor no mesmo ano. Sendo assim, a LGPD tem o objetivo de estabelecer regras mais rígidas e seguras sobre a coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento dos dados pessoais do cliente.

Por esse motivo, preparamos este artigo para explicar para você como a nova Lei de Proteção de Dados e a experiência do cliente estão relacionados e quais são os impactos da LGPD. Confira!

Qual o objetivo da nova lei de proteção de dados?

A nova Lei de Proteção de Dados junto a área de compliance visa aumentar a segurança da coleta, armazenamento e compartilhamento das informações do cliente — ou seja, seu principal objetivo é garantir a privacidade e a proteção dos dados pessoais. Por isso, o setor responsável pelo cadastro ou pela operação digital tem a necessidade de ter um UX (User eXperience), a fim de proporcionar uma boa experiência para o usuário.

Quais são as principais exigências da nova lei?

A LGPD estabelece regras claras e específicas sobre como e quais serão os dados do cliente que poderão ser coletados. Nesse caso, a lei determina que a empresa tenha o consentimento explícito do responsável pelas informações para, enfim, coletar o que for necessário.

Outra exigência importante é referente a restrição das informações. Ou seja, o controlador ― pessoa responsável pela coleta, armazenamento e compartilhamento dos dados ― deve apresentar o motivo pelo qual está sendo realizado o recolhimento das informações.

Isso significa que o controlador deve se limitar em obter as informações que realmente são necessárias para o seu objetivo. Partindo desse princípio, passa a existir uma restrição à prática de adquirir dados adicionais para serem usados em ocasiões futuras.

Como a LGPD afeta o setor financeiro da empresa?

Tantos as instituições financeiras quanto as empresas que prestam serviço para o setor financeiro costumam ter acesso diariamente a uma grande quantidade de dados pessoais que são, na maioria das vezes, confidenciais.

Por esse motivo, é muito importante que essas organizações entrem em conformidade o quanto antes, pois, em casos de descumprimento da lei, a instituição será multada comprometendo até 2% do seu faturamento anual. Diante disso, o setor financeiro deverá ficar atento a alguns termos da LGPD como:

  • consentimento do cliente: as empresas serão obrigadas a solicitar a autorização do cliente para fazer uso dos dados pessoais em casos em que é preciso compartilhar a informação com terceiros. Além disso, passar a ser obrigatório informar o motivo pelo qual estão coletando essas informações;
  • direito ao apagamento de dados: todos os cidadãos passarão a ter o direito de solicitar a remoção dos seus dados pessoais do banco de informações;
  • consequências de uma violação: a LGPD determina que, em casos de violação de dados, as empresas deverão recorrer às autoridades revisoras para que sejam tomadas as devidas providências;
  • gestão de fornecedores: normalmente, os fornecedores têm acesso aos dados pessoais do cliente. Por isso, a LGPD determina que eles não poderão desassociar das obrigações em relação ao acesso de dados;
  • pseudonimização: os dados deverão ser pseudonimizados com identificadores artificiais no ambiente de produção ao vivo, a fim de garantir mais segurança.

Como atender ao LGPD sem prejudicar a experiência do cliente?

Não há dúvidas de que a legislação aliada a área de compliance da empresa deseja aumentar a segurança dos consumidores. Por isso, engana-se quem pensa que a nova lei foi sancionada para prejudicar a experiência digital. Pelo contrário, seu principal objetivo é incentivar o uso racional da tecnologia e, assim, exigir a elaboração de planejamentos mais conscientes.

Com a expansão da tecnologia, surgiram novos métodos de vendas que trouxeram um novo olhar para a experiência do cliente. Sendo assim, as estratégias de marketing digital visam conhecer melhor o perfil do seu consumidor para, enfim, oferecer produtos ou serviços que solucionarão suas dores, desejos e necessidades.

Nesse sentido, para atender as expectativas dos seus clientes digitais é preciso conhecê-los a fundo. Porém, de modo geral, existem algumas características que fazem parte do perfil do consumidor atual e que, por isso, não podem ser ignoradas, como:

  • meio de comunicação;
  • buscam por sinceridade e transparência;
  • permanecem conectados a todo tempo;
  • estão mais exigentes;
  • valorizam a simplicidade e a praticidade;
  • busca por flexibilidade;
  • são mais conscientes;
  • prezam pela experiência.

Diante disso, a maneira mais segurança de aplicar a lei de forma correta sem precisar abrir mão de atender as expectativas do seu público-alvo é otimizando a experiência do cliente por meio da automação dos processos.

Ou seja, para automatizar os processos de forma eficiente será preciso definir regras claras que proporcionem mais transparência no modo como os dados são coletados, usados e armazenados, permitindo, assim, um controle maior do uso da informação.

Dessa forma, as novas regras tendem a ser mais eficientes no momento de promover uma melhor experiência para o cliente, uma vez que pretendem estimular as empresas a serem mais precisas em suas campanhas, oferecendo algo que realmente tenha a ver com os interesses do público-alvo.

Para facilitar esse processo, vale considerar a ajuda de um software de gestão integrada, a fim de simplificar o fluxo operacional proporcionando mais produtividade, escalabilidade e eficiência. Além de promover mais agilidade nas operações, garantindo a satisfação do cliente.

Com base nessas informações fica claro a importância que a nova Lei de Proteção de Dados tem para a privatização dos dados pessoais do cliente. Além disso, é possível perceber como a LGPD está diretamente ligada à experiência do cliente. Por isso, é fundamental que as empresas fiquem atentas a esses fatores para não correrem o risco de sofrerem uma penalidade legal.

Gostou do artigo e quer saber mais? Então, aproveite para conhecer 4 práticas para aumentar a segurança de dados em sua empresa.