Fazer uma análise de risco eficiente é de extrema importância para o planejamento empresarial. Por meio dessa análise, podemos melhorar o controle de custos, aumentar a rentabilidade e vários outros benefícios para a gestão da empresa. Um gerenciamento feito de maneira correta permite o crescimento sustentável dos negócios a longo prazo.

Para reduzir os erros de fazer uma análise equivocada, necessitamos de procedimentos muito bem definidos e, de preferência, automatizados. Com a automatização do processo, é possível promover agilidade e regularidade nas tomadas de decisão, e consequentemente elevar os resultados periódicos que a empresa precisa entregar.

Contudo, como fazer esse procedimento? Neste artigo veremos a importância da automação da análise de risco, visando minimizar erros e falhas para aumentar a produtividade do negócio em sua totalidade. Confira!

Etapas da análise de risco

Primeiramente precisamos entender como é feita uma análise correta. Para tanto, vamos explorar as principais etapas que constituem uma análise consistente, capaz de entregar resultados positivos aos gestores responsáveis da organização. Essas etapas serão divididas em cinco partes, devidamente explicadas a seguir.

Identificação dos riscos

A principal ideia é a diminuição massiva dos riscos que envolvem o empreendimento e, para isso, devemos dar prioridade à identificação de possíveis ameaças que possam surgir ao longo do tempo. A maneira mais eficiente de estimarmos possíveis objeções que possam surgir seria por meio de reuniões de “brainstorming” entre colaboradores e gestores.

Essa reunião, feita por cada setor da empresa, tem o propósito de identificar possíveis eventualidades que possam prejudicar o desempenho da área, levando a um resultado insatisfatório com os objetivos da diretoria. Portanto, cabe aos líderes responsáveis que essa reunião seja a mais produtiva possível.

Divisão

Uma vez identificado as possíveis objeções, se faz necessário a classificação das mesmas para adequá-las ao fluxo de trabalho de cada setor. Lembrando de que existem setores que são fundamentais ao nível estratégico da empresa e que, por conta disso, tem prioridade na execução das tarefas.

Após a categorização, é necessário que o foco das tomadas de decisão esteja no impacto de cada medida que precisará ser adotada. Essas medidas precisam ser feitas de maneira estruturada para gerar os melhores resultados possíveis, se tornando um dos pontos mais importantes de toda a etapa.

Priorização e análise

Depois de fazer a categorização dos possíveis obstáculos, devemos nos atentar à priorização e à análise dos riscos. Uma vez categorizado, é primordial entender e, principalmente, mensurar o impacto que cada objeção poderá ter nos futuros resultados da empresa.

Nessa etapa, vale buscar, de maneira minuciosa, o quão negativo pode ser cada obstáculo que surgir ao longo do tempo. Estimar de maneira precisa a probabilidade que cada evento possa acontecer também está na lista das prioridades do processo de análise e eventuais contrapartidas precisam ser elaboradas, para que não haja nenhuma surpresa quanto ao resultado colhido.

Tratamento

Já com os riscos devidamente mensurados, devemos fazer o tratamento das objeções futuras. Devemos começar com os riscos que terão mais probabilidade de acontecer e que terão maior impacto negativo sobre os resultados possíveis da empresa. O tratamento mais eficaz é aquele que usa os recursos disponíveis para eliminar as possibilidades de acontecer eventualidades negativas e zerar possíveis resultados desastrosos.

A maneira mais eficiente é construir uma base de dados de riscos anteriores, de onde será possível mensurar com uma maior precisão a probabilidade do risco a ser consumado. Esses dados fornecerão informações que serão muito úteis no futuro, fazendo com que a equipe responsável pelo tratamento seja capaz de ter medidas mais proativas no combate as essas eventualidades.

Monitoramento

Depois de tratarmos os riscos, devemos monitorar toda a situação para que não haja situações que fujam do controle. Relatórios de progresso deverão ser emitidos de maneira periódica para avaliar se existe a tendência de o risco aumentar ou se está sob controle. Esses relatórios deverão trazer indicadores que auxiliarão no monitoramento das objeções.

Os indicadores deverão conter as metas alcançadas, atividades específicas e desafios na execução das ações. É primordial dizer que novos riscos poderão aparecer e o processo de análise precisa ser eficiente e flexível para que a adaptação a novas circunstâncias seja feita de maneira consistente.

Exigências com base na LGPD

Com todo o processo de análise de riscos devidamente explicado, podemos perceber o quão importante esse procedimento é para a empresa. Com isso, devemos ser prevenidos no momento que esse processo for concebido. Fazer todo esse procedimento de maneira manual poderá levar a erros de análise e prejudicará todo o resultado consolidado. Portanto, abordaremos a automatização do processo de análise de riscos e veremos, de maneira breve, o que seria a LGPD e como ela pode auxiliar nessas atividades.

A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) visa estabelecer regras para o armazenamento, tratamento e compartilhamento de informações privadas, colocando resguardo e penalidades a quem não cumpri-la. Sancionada em agosto de 2018 (entrará em vigor a partir de fevereiro de 2020), a lei tem algumas exigências que precisam ser cumpridas para que haja base legal no cumprimento das obrigações penais.

Essas exigências têm como fundamentos o consentimento da pessoa, o princípio da necessidade e o total controle do armazenamento dos dados pelo usuário, que poderá solicitar a retirada das informações quando achar necessário. Obviamente é preciso estar bem informado sobre esses princípios e como eles podem impactar sobre as estratégias de análise de risco e marketing da empresa.

Monitoramento das exigências

O entendimento sobre as exigências da LGPD leva a preocupação sobre como monitorar esses processos para não haver nenhum problema no âmbito legal. O acompanhamento constante no tratamento dos dados deve proporcionar uma maior segurança em relação ao cumprimento da lei e uma melhoria na análise de possíveis riscos que o empreendimento possa vir a enfrentar futuramente.

Em razão disso, devemos buscar constantemente a melhor forma de monitoramento dos dados consolidados. Esse monitoramento permitirá aos gestores responsáveis a total confiabilidade nas informações que serão obtidas, visando o planejamento estratégico da empresa, por meio da análise de risco, e também cumprirá com as exigências legais cabíveis dentro da lei geral de proteção de dados pessoais.

Portanto, há uma grande necessidade de buscar possíveis soluções que satisfaçam essas duas grandes exigências empresariais. Para isso, podemos citar algumas medidas, como investimento na estrutura de proteção dos dados, treinamentos para a equipe responsável, governança bem implementada e transparência da gestão.

Agora, continue a se informar, baixe o nosso e-book com os 7 maiores desafios da redução de custos eficiente. Não perca!